Banda Sinfônica de Cubatão apresenta concerto gratuito em Guarujá

A Banda Sinfônica de Cubatão leva o projeto Sinfonia Popular: Democratização da Música Sinfônica ao Teatro Procópio Ferreira, em Guarujá, nesta sexta-feira, 23 de outubro de 2026, às 20h, com entrada gratuita. A programação prevê ainda um ensaio aberto ao público, às 16h, oportunidade rara de acompanhar os bastidores da preparação de um grupo sinfônico.
O concerto presta homenagem ao compositor e professor Sérgio de Vasconcellos-Corrêa e integra uma série de apresentações na Baixada Santista. O projeto já passou pelo Teatro Municipal Zanzalá, em Cubatão, e terá nova parada em 6 de novembro, no Clube de Regatas Tumiaru, em São Vicente.
A iniciativa conta com patrocínio da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e do Ministério da Cultura, gestão do Instituto Sinfonia e apoio da Prefeitura de Cubatão, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. Conforme a proposta divulgada, o objetivo é ampliar o acesso à música sinfônica, valorizar compositores nacionais e aproximar novos públicos da música de concerto.
Trata-se de um debate recorrente na vida cultural brasileira: como romper a barreira, muitas vezes econômica e simbólica, que mantém parte da população distante das salas de concerto.Sob direção artística do maestro Roberto Farias, a regência será dividida entre ele, Marcos Sadao Shirakawa e André Farias. A primeira parte reúne a protofonia (termo usado no Brasil para a abertura orquestral) da ópera Il Guarany, de Antônio Carlos Gomes, obra estreada em 1870 no Teatro alla Scala, em Milão, e que se tornou um dos mais reconhecíveis símbolos do repertório lírico nacional. Completam esse bloco Ibis Escarlate: O Voo do Guará, de Fernando Britto, e Cantoria, da Suíte Tropical, de Ronaldo Miranda.
Na seção conduzida por Marcos Sadao Shirakawa, o público ouvirá a Suíte Nordestina, de Mestre Duda; Djopoi, de Edmundo Villani-Côrtes; Gonzaga em Tom Maior, com arranjo de Nenéu Liberalquino; e Fundo de Quintal, da obra Retreta, de Ricardo Tacuchian.
A escolha evidencia o diálogo entre a tradição regional, o frevo, o baião e a escrita contemporânea para banda.André Farias rege Mourão, de César Guerra-Peixe, em orquestração de Roberto Farias; Ponteio, de Edu Lobo; e Nenê, de Hermeto Pascoal, estas duas com arranjos de Hudson Nogueira. O encerramento será com Aquarela Brasileira, de Ary Barroso, em reinstrumentação de Fernando Britto.
Ao aproximar nomes da música de concerto e da canção popular, o programa propõe um recorte da pluralidade estética do país em formato sinfônico, combinando obras originalmente escritas para banda e adaptações.Quanto ao serviço, o teatro fica na Avenida Dom Pedro I, 350, Jardim Tejereba, em Guarujá. A recomendação é consultar os canais da organização ou do próprio teatro para confirmar eventuais atualizações sobre o acesso ao ensaio aberto e à apresentação.
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